Ninguém sabe dizer muito sobre ele! Pesquisando pelos blogs da vida descobri que é Pernambucano e que ainda está na ativa como Roberto Melo.
Esse disco de 1975 (único lançado em sua carreira até onde consta) é um dos melhores que tenho de música brasileira, se não for O melhor!
Fiquei sabendo que em 2004 a EMI da Europa relançou este vinyl em CD… realmente os gringos conhecem mais de música brasileira do que nós. Por aqui esse relançamento eu nunca vi!!! Aliás, me parece que foram os garimpeiros de vinyl que acharam e começaram a tocar nos bailes, popularizando o indivíduo.
Letras sensacionais, banda excelente! Participação de Hermeto Pascoal e Heraldo do Monte em “A Vida em Seus Métodos Diz Calma”.
Esse é pra quem gosta de samba-soul! E as letras grudam como carrapato! Avisei!
Esse post é o disco completo: Di Melo – Di Melo (1975)
- Kilariô
- A vida em seus métodos diz calma
- Aceito tudo
- Conformópolis
- Má-lida
- Sementes
- Pernalonga
- Minha estrela
- Se o mundo acabasse em mel
- Alma gêmea
- João
- Indecisão
(página dedicada: Musica da Boa (Podcast))
Junto com sons bastante altos, agudos e graves, metálicos, com trens passando, pessoas correndo, atrasadas, e mil caminhos a seguir; há músicos surpreendentemente bons tocando no metrô de NY.
Pra quem mora aqui faz tempo, não parece ser algo que surpreenda, nem que valha à pena a atenção; mas pra pessoas como eu, novas na cidade, e turistas, é algo muito legal de se ver.
Pelas minhas manhãs (indo pra minha faculdade) e cair das tardes (voltando dela), já encontrei alguns músicos que valeram a pena perder o trem pra ver.
Um deles, um japonês com uma barbicha à lá Sr. Miagui, parecendo um hippie, toca um violão bem surrado, com um captador de contato bem meia boca e um ampli que não tem marca. Mesmo assim, ele consegue tirar um som lindíssimo de slide guitar, tocando sempre blues improvisado. Vou dizer que há muito tempo não via alguém improvisar blues tão bem…
Outro que me surpreendeu foi um senhor, cego de um olho, que toca um bluesy jazz (também na base do improviso) que é de dar inveja à muito músico famoso que acha que toca guitarra… aliás, esse senhor dá um banho em alguns que vejo toando em bares de jazz de Sampa. O jeito dele tocar é completamente displicente e faz parecer que fazer aquilo é fácil como passar manteiga no pão, sendo que na verdade é mais difícil que projetar uma ponte suspensa.
Isso sem contar os inúmeros grupos de três, quatro, cinco vocais à capella, que cantam inúmeras músicas (em geral dos Beatles), e que faz você ficar meio bobo com o controle vocal dos caras: não desafinam, conseguem soar mais alto que um trem em movimento (normalmente eles se apresentam dento do vagão mesmo), tudo bastante sincronizado, e ainda se equilibram pra não cair…
O problema é que isso tudo está ameaçado. Segundo ando ouvindo por aqui, a prefeitura e a MTA pretendem dar um jeito de tornar isso ilegal, e fazer a polícia fiscalizar a coisa toda.
Espero que não dê certo…
Abraços!
E ae, pessoal, tudo bom??
Queria mostrar pra vocês um jogo que acabei de descobrir, e que me encantou logo de cara: Auditorium.
Ele é um jogo musical… seu objetivo é guiar partículas coloridas para medidores de energia, que geram acordes e sons musicais, através de setas com campos de força.
Pode parecer complicado, mas não é… a idéia é bem simples. Porém, o resultado é um jogo lindo, mas tão lindo, que dá vontade de jogar só pra ver o resultado das partículas voando por todos os cantos da tela. E o legal é jogar em fullscreen, que dá uma sensação ainda mais maluca.
O jogo é dividido em atos, e cada ato tem algumas fases.
No site do jogo é possível jogar um demo (bem longo até) com 3 atos, cada qual com o nome de uma estação do ano, onde dá pra ter uma ótima noção do que estou dizendo.
O jogo completo é até barato: US$10,90. E contém 15 atos com 70 fases… Saiu uma versão pro iPhone também, pela EA Mobile por US$ 3,99 (somente na loja americana).
Se você não é muito de jogos, mas gosta de música, vale a pena dar uma olhada. Se você gosta dos dois (como eu) é obrigatório dar uma olhada e ver a boa sacada dos produtores. Foi considerado o melhor Puzzle Game em 2008 e o jogo mais criativo em 2009.
Espero que gostem da dica.
Abraços!
Sim, e o Aerosmith acabou. Sério, e ainda me pergunto, como assim!?!?! Não sei, mas acabou. Ou, pelo menos como conhecemos.
Hoje, Perry, guitarrista, afirmou que Steven Tyler saiu da banda. Ele não tem falado com os (ex) colegas de banda.
Isso confirma o que Tyler afirmou semana passada, que quer, agora, dedicar-se somente à carreira solo.
Perry adiantou que a banda não acabou, e que devem achar um outro vocalista: “O Aerosmith é uma banda poderosa. Você não pode jogar fora os 40 anos em que quatro caras tocaram juntos (…) Eu realmente não sei qual rumo isso terá mas nós provavelmente iremos encontrar outra pessoa para cantar nas horas em que precisaremos de um vocalista”.
Sinceramente, não vejo o Aerosmith com outro vocalista. Assim como não via o Queen ou o Doors… elas aconteceram, mas não foram um décimo do que eram.
Ainda bem que o ano está acabando… 2009 foi complicado pras bandas.
Abraços!
Aproveitando a deixa sobre o “Triângulo Texano” do post anterior…
O guitarrista e vocalista Johnny Winter foi um IMENSO sucesso no final dos anos 60 e começo dos anos 70. Começou tocando blues (tocando inclusive com Muddy Waters), depois sua música foi se transformando num hard rock psicodélico (sem deixar o blues de vista). Nos anos 80 voltou as origens e lançou diversos discos focados em blues e rock’n'roll, mas nunca fizeram um sucesso parecido com seus discos ferozes dos anos 70. Seus shows eram explosivos e sua figura (um albino alto, vesgo e todo tatuado) inesquecível. Junto com seu irmão Edgar Winter (também alto e albino) lançou vários discos em diversas épocas, sempre acompanhado pelo não menos impressionante guitarrista Rick Derringer (que também merece um post por seu sensacional trabalho solo, em breve, má oe aguarrrrrrhhhhhdemmmmmm). Hoje Winter está em uma cadeira de rodas, vítima de complicações do uso de heroína por muitos anos…
Pra vocês terem uma idéia do poder do cara:
- - Os Rolling Stones compuseram “Silver Train” especialmente para ele
- - John Lennon compôs “Rock’n Roll People” para ele
- - “Um dos maiores guitarristas do mundo, vibrato incrível” (Ritchie Blackmore)
- - “Eu queria aquele som do neck pickup do JW” (Eddie Van Halen, quando do projeto da sua guitarra)
- - “Para mim ele é alguém como Hendrix” (Angus Young)
- - “Como vc faz isso ?!” (Hendrix, vendo Johnny Winter tocar slide)
- - “Um artista que me atira contra a parede ” (Rory Gallagher)
- Ain’t That a Kidness [do álbum: Johnny Winter And (1970)]
- Guess I’ll Go Away [do álbum: Johnny Winter And (1970)]
- Blinded by Love [do álbum: Saints & Sinners (1974)]
- Rock & Roll People (live) [do álbum: Captured Live! (1976)]
- Roll With Me [do álbum: John Dawson Winter III (1974)]
- Still Alive and Well [do álbum: Still Alive and Well (1973)]
- Bony Moronie [do álbum: Saints & Sinners (1974)]
- Lucille [do álbum: Still Alive and Well (1973)]
- I’m Not Sure [do álbum: Second Winter (1969)]
- Formação clássica:
- Johnny Winter: guitar, vocals
- Rick Derringer: guitar, vocals
- Randy Jo Hobbs: bass
- Randy Zehringer: drums
- Edgar Winter: keyboards, saxophone
(página dedicada: Musica da Boa (Podcast))
Olá, galera!
Queria apresentar pra vocês o novo autor do blog, Tim (aka Martim), um cara que publica há algum tempo um podcast dedicado ao blues, genêro que ele conhece (e toca) bastante bem, e alguns outros gêneros bem interessantes,…
Até então ele o publicava somente em seu blog dedicado (musicadaboa.mypodcast.com), mas depois de um pouco pensar, o convidei pra publica-lo aqui também… e qual a minha surpresa: ele aceitou!
Então, a partir de hoje, teremos um podcast dedicado ao blues.
Sempre que lançado, será publicado na página principal do blog (primeira página).
E também terá uma página dedicada, que pode acessada através do menu acima: Musica Da Boa (Podcast).
Aproveitem tanto quanto eu aproveito!
Abraços!
Luiz Melodia é um dos grandes intérpretes da MPB, fato. Fato também que teve o “azar” de pertencer a mesma geração que monstros da MPB como Caetano, Gil, Benjor, Chico Buarque e Milton Nascimento, o mercado estava saturado e viciado em um estilo de MPB (sim, todos os monstros são diferentes entre si, mas pertenciam, no fundo, a mesma turma). Vindo de um morro carioca era esperado que Melodia fizesse samba (escolha óbvio para negros cariocas cheios de suingue), mas é nisso que ele se destaca, seu álbum de estréia (e de longe o melhor e mais influente) traz não só samba, mas também baião, rock e MPB “clássica”.
O álbum de estréia de Melodia, “Pérola Negra” é um marco na MPB. Gravado em 1973, diferentemente dos demais álbuns da época, se preocupa mais com a “rebeldia” musical, do que com a subversão política. Pouco antes de ser “descoberto, Melodia servia o exército, quando por sorte, um dia no morro, foi visitado por Waly Salomão, Torquato Neto, e nada menos que a rainha da Tropicália, Gal Costa. Gal se apaixonou pela música “Pérola Negra” e a incluiu no repertório do seu show histórico “Gal a todo vapor”. A letra foi feita inspirada na irmã linda de um amigo e em um homossexual conhecido no Rio que atendia pelo nome de Pérola Negra. É linda, linda e linda.
Quanto a sua diversidade musical, Luiz Melodia diz o seguinte:
“Não havia barreiras, não! Era essa diversidade o que eu ouvia no rádio. Quando menino, eu acordava com a Hora Sertaneja para ir à escola. Ouvia isso todos os dias. O rádio era o meio de comunicação mais comum nos morros, todo mundo tinha um, pelas vielas todo mundo estava ouvindo. Ao meio-dia, a gente ouvia as músicas que estavam nas paradas de sucesso. Isso foi marcante pra caramba”
Da capa aos shows, “Pérola Negra” revolucionou a cena musical brasileira, mostrando que negro não é só samba e música não é só protesto, é sonoridade e sentimento. Fica a dica, para aqueles que gostam de letras melodiosas e músicas cheias de história.
Até a próxima.
E ae, pessoal, tudo bom?
Na parte 1 desse artigo, que trata das diferenças entre áudio analógico e digital (mais especificamente o Vinil, CD e MP3…), expliquei o que se diz quando refere-se à uma fonte analógica de áudio, e o porquê dela ser considerada uma reprodução autêntica da gravação original.
Também comecei a explicar o que a diferenciava de uma fonte digital, e porquê a analógica é considerada melhor. E agora vou me aprofundar um pouco mais nisso, e tentar explicar a razão de audiófilos normalmente preferirem o Vinil.
Bem, como comecei a dizer na parte 1 do artigo, o CD não é uma reprodução exata das gravações ocorridas em estúdio. Alguns, podem se surpreender, mas tem uma pequena mudança alí que faz toda a diferença: a conversão analógico / digital (ou A/D). Quando essa conversão ocorre, por melhor que seja o processo da mesma, existe uma perda de partes da onda.
Isso ocorre pois a informação digital é tratada em bits (hoje lidamos com 16, 24 ou 32, dependendo da resolução desejada). Fato é que, por maior que seja o bit rate, a transformação nunca é perfeita. E só entendendo como a conversão é feita, pra entender a razão dessa “falha”.
Uma onda analógica é constante e ininterrupta (como pode-se observar na figura abaixo). Quando há a conversão A/D, parte dessa onda é perdida, por que a “leitura” da onda pelo conversor é feita em instantes determinados (sample rate – 44.1kHz, 48kHz, 96kHz…), e com uma amplitude máxima.
Mal comparando, é como os pixels em uma câmera digital: imaginem, num gráfico, o eixo X (horizontal) sendo definido pelo sample rate, e o Y pelo bit rate. A intersecção das “linhas do gráfico” determinam o “tamanho da foto tirada da onda”. Quanto maior o sample rate e o bit rate, maior o “número de pixels” na conversão, e assim o detalhamento da “fotografia” da onda analógica. Por maior que seja, ainda não existe algo que digitalize exatamente a onda analógica.

Fig. 1: (conversão A/D e o resultado com diferentes bits rates)
Existem algumas pessoas que dizem que a diferença é imperceptível pra 98% das pessoas, quando essa conversão é feita com taxas altas e conversores bons; outras dizem que isso ainda não ocorre, e que há uma diferença bastante substancial, especialmente pra músicas mais detalhadas.
Fato é que a onda não é mais contínua após a transformação A/D. E, mais interessante, como toda informação digital é processada através de binários (“uns” e “zeros”), a onda não é nada mais do que pontos “ligados e desligados” de voltagem dentro de um processador. Isso faz com que o som que ouvímos em um CD está sendo ligado e desligado constatemente, a uma taxa tão alta que é imperceptível para nosso cérebro, mas perceptível para as extremamente delicadas membranas dos nossos ouvidos. Já ser perguntaram porque nos cansamos mais facilmente de ouvir um CD do que um Vinil?! Pois é…
Agora, é verdade que o CD tem um som mais “limpo”, devidos aos filtros Alias que são utilizados nas conversões A/D, e à eliminação de ruídos. Às vezes é tão limpo, que é necessário usar um tipo de efeito que adiciona pequenos ruídos à gravações, pra soar “mais natural” aos nossos ouvidos. Mas isso é um papo tão técnico, que vocês iriam babar na tela se eu começasse a falar…
De qualquer forma, agora podem começar a entender o porque se discute TANTO a questão CD x Vinil, e como a digitalização da música acabou com a qualidade geral das músicas. Pior ainda fica quando mudamos de CD pra mp3, uma compressão tremenda, mas que vem se tornando cada vez mais comum e “aceitável”. O mp3 é tão detestável em termos de qualidade de áudio, que ele cansa os ouvidos muito rapidamente, e acaba com qualquer produção de áudio bem trabalhada.
Mas isso é assunto pra parte 3 (e última) desse artigo: afinal, se mp3 tb é digital (assim como CD), porque é tão pior?!!? Aha! Veremos…
Abraços!
♣ Ouvindo: Superstition – Stevie Wonder – Talking Book
Slash e suas pequenas surpresas…
O grade guitarrista está gravando um álbum solo, com lançamento pretendido até final do ano. Se fosse só dele, já seria algo interessante de ser ouvido… mas é melhor que isso.
Alguns artistas estão participando do disco… e é gente da pesada: Iggy Pop, Dave Grohl, Ronnie Wood, Flea, Fergie, Jason Bonham, Nick Oliveri e Adam Levine (Maroon 5), Andrew Stockdale (Wolfmother)…
Bem, se for metade do que parece ser, será o melhor disco do ano.
Abraços!

Olá, galerinha, tudo bom??
Hoje vou entrar numa questão um pouco mais técnica de áudio pra tentar explicar um pouco melhor o que muita gente já ouve, literalmente: a diferença entre o MP3, o CD (ambos digitais) e o vinil (analógico).
Quase todos sabemos que, em ordem de qualidade sonora, temos a cadeia Vinil -> CD -> MP3. Ok, alguns podem preferir a clareza e afiação do CD, porém, é interessante entender porque o vinil é tão adorado.
Pra começar isso tudo, é importante explicar primeiro: o que significa ser analógico? Bem, a palavra vem do adjetivo “análogo”, que significa idêntico, extremamente semelhante. Assim sendo, quando falamos que o vinil é analógico, dizemos que ele é idêntico à algo. Mas idêntico ao que? E aí está a questão: à gravação original.
No vinil estão gravadas cópias exatas (ou extremamente próximas) das ondas geradas na masterização (que seria, de forma simplificada, a finalização) de uma música. Assim sendo, depois de tudo gravado, mixado, etc etc etc; um engenheiro de som masteriza isso tudo e o resultado disso é uma tape master, que será reproduzida em vinis.
Assim sendo, o vinil é um meio que transmite ondas (sons) análogos àqueles das gravações. E essa é a grande diferença.
Ta, ok, mas, o CD e o MP3 não são exatas reproduções das gravações? Por incrível que pareça, não. Exatamente por serem digitais.
O que acontece quando fazemos a transformações analógico -> digital, é transformar ondas eletromagnéticas (que eram acústicas e foram gravadas em fita), em representações digitais das mesmas, fazendo com que elas sejam, nas verdade, combinações binárias de 1s e 0s (assim como toda informação digital).
Mas, bem, isso é uma história pra segunda parte desse artigo, ok?! Prometo que sai em breve…
Comentem e perguntem. Discordem. Dêem infos e opiniões. O que eu puder ajudar, farei.
Abraços!