Musica da Boa – Episodio 27 – Johnny Winter

2009 Novembro 6

Download aqui

Aproveitando a deixa sobre o “Triângulo Texano” do post anterior…

O guitarrista e vocalista Johnny Winter foi um IMENSO sucesso no final dos anos 60 e começo dos anos 70. Começou tocando blues (tocando inclusive com Muddy Waters), depois sua música foi se transformando num hard rock psicodélico (sem deixar o blues de vista). Nos anos 80 voltou as origens e lançou diversos discos focados em blues e rock’n'roll, mas nunca fizeram um sucesso parecido com seus discos ferozes dos anos 70. Seus shows eram explosivos e sua figura (um albino alto, vesgo e todo tatuado) inesquecível. Junto com seu irmão Edgar Winter (também alto e albino) lançou vários discos em diversas épocas, sempre acompanhado pelo não menos impressionante guitarrista Rick Derringer (que também merece um post por seu sensacional trabalho solo, em breve, má oe aguarrrrrrhhhhhdemmmmmm). Hoje Winter está em uma cadeira de rodas, vítima de complicações do uso de heroína por muitos anos…

Pra vocês terem uma idéia do poder do cara:

  • - Os Rolling Stones compuseram “Silver Train” especialmente para ele
  • - John Lennon compôs “Rock’n Roll People” para ele
  • - “Um dos maiores guitarristas do mundo, vibrato incrível” (Ritchie Blackmore)
  • - “Eu queria aquele som do neck pickup do JW” (Eddie Van Halen, quando do projeto da sua guitarra)
  • - “Para mim ele é alguém como Hendrix” (Angus Young)
  • - “Como vc faz isso ?!” (Hendrix, vendo Johnny Winter tocar slide)
  • - “Um artista que me atira contra a parede ” (Rory Gallagher)

 

  1. Ain’t That a Kidness [do álbum: Johnny Winter And (1970)]
  2. Guess I’ll Go Away [do álbum: Johnny Winter And (1970)]
  3. Blinded by Love [do álbum: Saints & Sinners (1974)]
  4. Rock & Roll People (live) [do álbum: Captured Live! (1976)]
  5. Roll With Me [do álbum: John Dawson Winter III (1974)]
  6. Still Alive and Well [do álbum: Still Alive and Well (1973)]
  7. Bony Moronie [do álbum: Saints & Sinners (1974)]
  8. Lucille [do álbum: Still Alive and Well (1973)]
  9. I’m Not Sure [do álbum: Second Winter (1969)]
  • Formação clássica:
    • Johnny Winter: guitar, vocals
    • Rick Derringer: guitar, vocals
    • Randy Jo Hobbs: bass
    • Randy Zehringer: drums
    • Edgar Winter: keyboards, saxophone

(página dedicada: Musica da Boa (Podcast))

Novo colaborador… e um podcast!!

2009 Novembro 6
por Mauricio

Olá, galera!

Queria apresentar pra vocês o novo autor do blog, Tim (aka Martim), um cara que publica há algum tempo um podcast dedicado ao blues, genêro que ele conhece (e toca) bastante bem, e alguns outros gêneros bem interessantes,…

Até então ele o publicava somente em seu blog dedicado (musicadaboa.mypodcast.com), mas depois de um pouco pensar, o convidei pra publica-lo aqui também… e qual a minha surpresa: ele aceitou!

Então, a partir de hoje, teremos um podcast dedicado ao blues.

Sempre que lançado, será publicado na página principal do blog (primeira página).

E também terá uma página dedicada, que pode acessada através do menu acima: Musica Da Boa (Podcast).

Aproveitem tanto quanto eu aproveito!

Abraços!

Luiz Melodia, Pérola Negra

2009 Novembro 1
por Natália Gonçalves

Luiz Melodia é um dos grandes intérpretes da MPB, fato. Fato também que teve o “azar” de pertencer a mesma geração que monstros da MPB como Caetano, Gil, Benjor, Chico Buarque e Milton Nascimento, o mercado estava saturado e viciado em um estilo de MPB (sim, todos os monstros são diferentes entre si, mas pertenciam, no fundo, a mesma turma). Vindo de um morro carioca era esperado que Melodia fizesse samba (escolha óbvio para negros cariocas cheios de suingue), mas é nisso que ele se destaca, seu álbum de estréia (e de longe o melhor e mais influente) traz não só samba, mas também baião, rock e MPB “clássica”.

O álbum de estréia de Melodia, “Pérola Negra” é um marco na MPB. Gravado em 1973, diferentemente dos demais álbuns da época, se preocupa mais com a “rebeldia” musical, do que com a subversão política. Pouco antes de ser “descoberto, Melodia servia o exército, quando por sorte, um dia no morro, foi visitado por Waly Salomão, Torquato Neto, e nada menos que a rainha da Tropicália, Gal Costa. Gal se apaixonou pela música “Pérola Negra” e a incluiu no repertório do seu show histórico “Gal a todo vapor”. A letra foi feita inspirada na irmã linda de um amigo e em um homossexual conhecido no Rio que atendia pelo nome de Pérola Negra. É linda, linda e linda.

Quanto a sua diversidade musical, Luiz Melodia diz o seguinte:

“Não havia barreiras, não! Era essa diversidade o que eu ouvia no rádio. Quando menino, eu acordava com a Hora Sertaneja para ir à escola. Ouvia isso todos os dias. O rádio era o meio de comunicação mais comum nos morros, todo mundo tinha um, pelas vielas todo mundo estava ouvindo. Ao meio-dia, a gente ouvia as músicas que estavam nas paradas de sucesso. Isso foi marcante pra caramba”

Da capa aos shows, “Pérola Negra” revolucionou a cena musical brasileira, mostrando que negro não é só samba e música não é só protesto, é sonoridade e sentimento. Fica a dica, para aqueles que gostam de letras melodiosas e músicas cheias de história.

Até a próxima.

Vinil, CD, MP3… (Parte 2)

2009 Outubro 25

Vinyl CDE ae, pessoal, tudo bom?

Na parte 1 desse artigo, que trata das diferenças entre áudio analógico e digital (mais especificamente o Vinil, CD e MP3…), expliquei o que se diz quando refere-se à uma fonte analógica de áudio, e o porquê dela ser considerada uma reprodução autêntica da gravação original.

Também comecei a explicar o que a diferenciava de uma fonte digital, e porquê a analógica é considerada melhor. E agora vou me aprofundar um pouco mais nisso, e tentar explicar a razão de audiófilos normalmente preferirem o Vinil.

Bem, como comecei a dizer na parte 1 do artigo, o CD não é uma reprodução exata das gravações ocorridas em estúdio. Alguns, podem se surpreender, mas tem uma pequena mudança alí que faz toda a diferença: a conversão analógico / digital (ou A/D). Quando essa conversão ocorre, por melhor que seja o processo da mesma, existe uma perda de partes da onda.

Isso ocorre pois a informação digital é tratada em bits (hoje lidamos com 16, 24 ou 32, dependendo da resolução desejada). Fato é que, por maior que seja o bit rate, a transformação nunca é perfeita. E só entendendo como a conversão é feita, pra entender a razão dessa “falha”.

Uma onda analógica é constante e ininterrupta (como pode-se observar na figura abaixo). Quando há a conversão A/D, parte dessa onda é perdida, por que a “leitura” da onda pelo conversor é feita em instantes determinados (sample rate – 44.1kHz, 48kHz, 96kHz…), e com uma amplitude máxima.

Mal comparando, é como os pixels em uma câmera digital: imaginem, num gráfico, o eixo X (horizontal) sendo definido pelo sample rate, e o Y pelo bit rate. A intersecção das “linhas do gráfico” determinam o “tamanho da foto tirada da onda”. Quanto maior o sample rate e o bit rate, maior o “número de pixels” na conversão, e assim o detalhamento da “fotografia” da onda analógica. Por maior que seja, ainda não existe algo que digitalize exatamente a onda analógica.

bits_per_sample

Fig. 1: (conversão A/D e o resultado com diferentes bits rates)

Existem algumas pessoas que dizem que a diferença é imperceptível pra 98% das pessoas, quando essa conversão é feita com taxas altas e conversores bons; outras  dizem que isso ainda não ocorre, e que há uma diferença bastante substancial, especialmente pra músicas mais detalhadas.

Fato é que a onda não é mais contínua após a transformação A/D. E, mais interessante, como toda informação digital é processada através de binários (“uns” e “zeros”), a onda não é nada mais do que pontos “ligados e desligados” de voltagem dentro de um processador. Isso faz com que o som que ouvímos em um CD está sendo ligado e desligado constatemente, a uma taxa tão alta que é imperceptível para nosso cérebro, mas perceptível para as extremamente delicadas membranas dos nossos ouvidos. Já ser perguntaram porque nos cansamos mais facilmente de ouvir um CD do que um Vinil?! Pois é…

Agora, é verdade que o CD tem um som mais “limpo”, devidos aos filtros Alias que são utilizados nas conversões A/D, e à eliminação de ruídos. Às vezes é tão limpo, que é necessário usar um tipo de efeito que adiciona pequenos ruídos à gravações, pra soar “mais natural” aos nossos ouvidos. Mas isso é um papo tão técnico, que vocês iriam babar na tela se eu começasse a falar…

De qualquer forma, agora podem começar a entender o porque se discute TANTO a questão CD x Vinil, e como a digitalização da música acabou com a qualidade geral das músicas. Pior ainda fica quando mudamos de CD pra mp3, uma compressão tremenda, mas que vem se tornando cada vez mais comum e “aceitável”. O mp3 é tão detestável em termos de qualidade de áudio, que ele cansa os ouvidos muito rapidamente, e acaba com qualquer produção de áudio bem trabalhada.

Mas isso é assunto pra parte 3 (e última) desse artigo: afinal, se mp3 tb é digital (assim como CD), porque é tão pior?!!? Aha! Veremos…

Abraços!

♣ Ouvindo: Superstition – Stevie Wonder – Talking Book

Slash grava disco solo… sai até final do ano.

2009 Outubro 23

Slash e suas pequenas surpresas…

O grade guitarrista está gravando um álbum solo, com lançamento pretendido até final do ano. Se fosse só dele, já seria algo interessante de ser ouvido… mas é melhor que isso.

Alguns artistas estão participando do disco… e é gente da pesada: Iggy Pop, Dave Grohl, Ronnie Wood, Flea, Fergie, Jason Bonham, Nick Oliveri e Adam Levine (Maroon 5), Andrew Stockdale (Wolfmother)…

Bem, se for metade do que parece ser, será o melhor disco do ano.

Abraços!

Vinil, CD, MP3…. (Parte 1)

2009 Outubro 8

Vinyl CD

Olá, galerinha, tudo bom??

Hoje vou entrar numa questão um pouco mais técnica de áudio pra tentar explicar um pouco melhor o que muita gente já ouve, literalmente: a diferença entre o MP3, o CD (ambos digitais) e o vinil (analógico).

Quase todos sabemos que, em ordem de qualidade sonora, temos a cadeia Vinil -> CD -> MP3. Ok, alguns podem preferir a clareza e afiação do CD, porém, é interessante entender porque o vinil é tão adorado.

Pra começar isso tudo, é importante explicar primeiro: o que significa ser analógico? Bem, a palavra vem do adjetivo “análogo”, que significa idêntico, extremamente semelhante. Assim sendo, quando falamos que o vinil é analógico, dizemos que ele é idêntico à algo. Mas idêntico ao que? E aí está a questão: à gravação original.

No vinil estão gravadas cópias exatas (ou extremamente próximas) das ondas geradas na masterização (que seria, de forma simplificada, a finalização) de uma música. Assim sendo, depois de tudo gravado, mixado, etc etc etc; um engenheiro de som masteriza isso tudo e o resultado disso é uma tape master, que será reproduzida em vinis.

Assim sendo, o vinil é um meio que transmite ondas (sons) análogos àqueles das gravações. E essa é a grande diferença.

Ta, ok, mas, o CD e o MP3 não são exatas reproduções das gravações? Por incrível que pareça, não. Exatamente por serem digitais.

O que acontece quando fazemos a transformações analógico -> digital, é transformar ondas eletromagnéticas (que eram acústicas e foram gravadas em fita), em representações digitais das mesmas, fazendo com que elas sejam, nas verdade, combinações binárias de 1s e 0s (assim como toda informação digital).

Mas, bem, isso é uma história pra segunda parte desse artigo, ok?! Prometo que sai em breve…

Comentem e perguntem. Discordem. Dêem infos e opiniões. O que eu puder ajudar, farei.

Abraços!

Transa – Caetano Veloso

2009 Outubro 2
por Natália Gonçalves

Caetano Veloso é um ícone, isso é inegável. “Você é linda”, “Tropicália”, “Podres Poderes”, “Alegria Alegria”, “Sampa”, são só algumas de suas músicas que estão no inconsciente musical brasileiro. Caetano, definitivamente, está entre os “obrigatórios” da MPB.

Um dos seus melhores álbuns, no entanto, está longe de ser mainstream: “Transa”. As bases do álbum foram gravadas ainda em Londres, onde Caetano estava exilado junto com Gil, ele foi terminado, em 1972, quando Caetano já havia retornado definitivamente para o Brasil.

Grande parte das canções foram escritas em inglês e uma delas, Nine out of ten (minha preferida), é considerada um marco por ser a primeira música brasileira a usar compassos de reggae. O mais incrível das faixas do “Transa” são as melodias cheias de vida que contrastam com as letras cheias do saudosismo e da depressão pela qual ele passava na época.

As principais faixas são “You don’t know me”, “Nine out of ten” e “It’s a long way” (essa ganhou uma versão lindíssima para o filme “Meu nome não é Johnny”). Nas três, o português e o inglês são misturados, assim como baixos de reggae, guitarras um tanto rock’n’roll e uma pegada muito baiana que só Caetano tem, resultando em músicas provincianas universais.

Em uma entrevista ao Jornal do Brasil, Caetano declarou

“Foi o Transa que me deu coragem de fazer os trabalhos com A Outra Banda da Terra. Tem a Nine out of Ten, a minha melhor música em inglês. É histórica. É a primeira vez que uma música brasileira toca alguns compassos de reggae, uma vinheta no começo e no fim. Muito antes de John Lennon, de Mick Jagger e até de Paul McCartney. Eu e o Péricles Cavalcanti descobrimos o reggae em Portobelo Road e me encantou logo. Bob Marley e The Wailers foram a melhor coisa dos anos 70. Gosto do disco todo. Como gravação, a melhor é Triste Bahia. Tem o Mora na Filosofia, que é um grande samba, uma grande letra e o Monsueto é um gênio. Me orgulho imensamente deste som que a gente tirou em grupo”.

Para qualquer um que gosta de MPB ou Caetano, o “Transa” é um obrigatório. Na verdada, para qualquer um que gosta de boa música, ele é um obrigatório.

Até a próxima!

Nova Colaboradora: Natália

2009 Outubro 2

Olá… como estão todos?

Após um pequeno tempo de inatividade devido à minha temporária mudança de país, estou de volta para anunciar que, como dito à ápoca que o Tarsio começou a escrever no blog, haverá outra colaboradora: Natália Gonçalves.

Entende muito de literatura, muito de música e sabe escrever como poucos. Fora que é uma pessoa fantástica, e pessoas assim só adicionam ao nosso blog.

Em breve ela postará seu primeiro texto… só posso adiantar que Caetano Veloso é o tema… ehhehee. Fiquem ligados!!

Abraços!

Dave Grohl Interview

2009 Setembro 23
por Társio

Entrevista do Dave Grohl para a revista Maxim:

http://maximbrasil.uol.com.br/sexo-jogos-mulher/4/artigo118099-1.asp

Só prova que ele deve ser uma ótima companhia para tomar uma cerveja e bater um bom papo!

Postado ao som de Empire of the Sun – We are the people

Patrick Swayze (RIP 1952-2009)

2009 Setembro 19
por Társio

Essa semana o câncer venceu mais um. Patrick Swayze foi um grande ator de Hollywood, mais conhecido por filmes como o ótimo Caçadores de Emoções, Dirty Dancing e Ghost, mas um filme dele que é fabuloso é pouco conhecido (ao menos aqui no Brasil) é o Matador de Aluguel (Road House).

Neste filme de 1989 ele interpreta James Dalton, um “leão de chacará” (segurança da pesada para bares noturnos) que é contratado pelo dono de uma boate chamada Double Dulce do interior do estado do Missouri para livrar a casa dos maus elementos. O problema é que os maus elementos são os capangas do chefão da cidade Brad Wesley, interpretador por Ben Gazarra. Para piorar Dalton se envolve com a ex-mulher de Wesley, uma médica da cidade interpretada por Kelly Linch. E assim começam os problemas… brigas aos montes, bebedeiras, explosões, strip-teases, tiroteios e tudo isso rolando ao som de um blues pesado, tocado pela banda do Double Douce, cujo guitarrista e vocalista é um tal de Jeff Healey (sim, o guitarrista canadense atua no filme!)
537CDA_1

Postado ao som de Puppini Sisters – Panic (The Smiths cover). Vale conferir: