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A Tábua de Esmeralda

14/03/2010

Jorge Ben Jor é um dos maiores nomes da MPB,  suas músicas já fazem parte do imaginário brasileiro, parte por serem bem “chicletes”, mas muito por sua qualidade: o cara é fenomenal, fato, reiventou o samba e a postura do artista brasileiro numa tacada só. Nascido em Madureira, em 1942, o carioca sonhava em ser jogador de futebol, jogador do Flamengo para ser mais precisa (ninguém é perfeito, nem os deuses da música), mas, por sorte nossa, aos dezoito anos ganhou o primeiro violão da mãe e passou a se apresentar em barzinhos, tocando bossa nova, samba tradicional e rock’n’roll, e foi da mistura dos três que ele fez o som que colocou seu nome no mapa.

Quando Ben Jor ainda era Ben, mais precisamente no ano de 1974, lançou um dos maiores clássicos da música brasileira: “A Tábua de Esmeralda”. Disco que é considerado por muitos (inclusive, por essa pequena blogueira) a obra-prima do nosso Zé Pretinho. Nesse álbum, ele atinge a maturidade e põe em prática tudo que vinha ensaiando há alguns anos, como o uso de temas voltados para o misticismo (a alquimia, para ser mais precisa) e uma sonoridade um tanto mais madura e moderna.

Tábua de Esmeralda é o nome do “livro”  que deu origem à Alquimia, assunto adorado por Ben e recorrente nas suas canções. As músicas possuem poucas alterações rítimicas exatamente para poderem acompanhar as extensas letras baseadas em trechos da celebre tábua, os arranjos também são voltados para a criação de uma sonoridade que remete ao místico e ao cosmos (outra obssessão de Ben). Jorge chegou a estudar Alquimia e é considerado um dos maiores especialistas no país sobre o assunto, e é, com certeza, o que falou sobre alquimistas e sua mágica da maneira mais gostosa.

Em um álbum de Ben, um tema nunca poderia faltar: a Mulher, com letra maiúscula mesmo, porque nas letras de Jorge Ben ele canta a todas as mulheres e a todos os amores, por isso é tão gostoso e leve de ouvir! Quem nunca se apaixonou por “Menina mulher da pele preta” ou “Magnólia” que atire a primeira pedra, nesse momento do álbum os arranjos perdem o toque de amplitude espiritual e caem no mundano, no melhor sentido possível: o suingue sacaninha que é tão cara do Jorge Ben. E para fechar, surgem “Zumbi” e “Brother” que dão uma idéia da música engajada que viria com o “África Brasil”, mas isso é pra outro post…

A verdade é que seja Jorge Ben, Jorge Ben Jor, Zé Pretinho ou como quiser chamar, o cara é foda e vem fazendo música boa e levando a boa música brasileira para fora há muito tempo.

Quem quiser ouvi-lo, entre na página Pega Ae!… lá tem pra baixar.

Até a próxima e Salve, salve, SIMPATIA!

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