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You can’t always get what you want

11/02/2010

Todos que me conhecem sabem que eu sou perdidamente apaixonada por música, prova disso é que estou aqui. Aqueles que me conhecem um pouco melhor sabem que sou obcecada pelos Stones e os que realmente me conhecem sabem que “You can’t always get what you want” é a  música da minha vida (sim, pode parecer brega, mas eu tenho uma música da minha vida).

Por que essa é a música da minha vida? Porque foi a ouvindo que decidi me mudar para São Paulo e mudar toda minha vida (e foi essa mudança que me deixou ausente, queridos e fiéis leitores).É isso que me mostra a força da arte, uma música, uma canção gravada há mais de quarenta anos é capaz de mudar uma vida. Por isso, eu amo os velhotes do rock, os Stones me salvaram do serviço público e me fizeram cair no mundo.

“You can’t always get what you want” foi lançada em 1969, como a última faixa do fodístico “Let it bleed”, curiosamente, quem toca bateria não é Charlie Watts e sim Jimmy Miller, o produtor dos Stones na época, Charlie não deu conta do groove. A presença da London Bach Choir, o coral mais tradicional da Inglaterra, é um contraste com o rock sujo delicioso e mal criado dos Stones e essa era a intenção. Para mim, é isso que torna “You can’t always get” a música mais foda do mundo, ela é um grande paradoxo e uma grande ironia bem a la Jagger, afinal, “você não vai conseguir sempre o que quer, mas, quem sabe, um dia, você tenha o que precisa” é ao mesmo tempo cínico e um tanto esperançoso.

Cada estrofe cuida de um dos temas principais dos anos 60: amor, política e drogas. Em cada verso se vê o otimismo incial dos jovens sessentistas, seguidos, pelo pragmatismo e cinismo do refrão. Um retrato perfeito do fim de uma década e dos sonhos de uma geração.

“You can’t always get what you want” é tudo, é o mundo em poucos acordes, é poesia em cinco minutos e para vida toda.

Até a próxima.

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7 Comentários leave one →
  1. Mauricio permalink*
    11/02/2010 23:58

    Esse disco é INTEIRO foda… talvez melhor da banda (tem mais três que estão no páreo heheheh).

    Não é minha música predileta do disco, mas com um repertório daqueles é covardia. É foda, mas ainda prefiro a versão ao vivo do Love You Live…

  2. 12/02/2010 09:44

    ná, vim ler. você sabe do meu humor pra com rock, né? é um som que não me toca, nem encosta, arranha ou faz cócegas. mas fui ver uma vez um show de jazz (?) do charlie watts na mais famosa casa de jazz em londres, o ronnie scotts. eu fiquei sabendo quem ele era na hora, pela pessoa que o apresentou no palco. o show foi… uma bosta. hahaha

  3. Natália Gonçalves permalink
    12/02/2010 22:15

    Túlio, a questão é que a música é foda e ponto hahahaha

    • Mauricio permalink*
      13/02/2010 01:53

      Gosto é que nem braço, sabe?

      • 15/02/2010 20:28

        ou que nem boca: algumas têm mau hálito. rs tô pegando no pé

      • Mauricio permalink*
        16/02/2010 00:11

        Pois é, e como braço, tem gente que nasce sem…

  4. 16/02/2010 22:29

    Natália, gatinha! Adorei seu texto!

    Poxa, não sou lá um grande conhecedor de Rolling Stones, na verdade ouvi muito pouco. Sempre me concentrei mais nos Beatles, sabe como é =P

    Saudades de vc, Ná, qualquer dia eu viajo pra te ver =D

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