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Vinil, CD, MP3… (parte 3)

29/11/2009

Olá,

após uma pequena demora, volto aqui pra terminar o artigo que comecei em Outubro. (Parte 1 / Parte 2)

Na primeira e segunda partes do artigo, expliquei as diferenças entre fontes analógicas e digitais de áudio, como ocorre essa conversão, e o que se perde nela em termos qualitativos. Também expliquei um pouco sobre o que é bit rate e sample rate, e como isso define uma conversão A/D (analógico/digital).

Agora quero começar a falar um pouco do MP3 e da sua perda de qualidade, quando convertemos um CD ou WAV.

Primeiro, temos de saber o seguinte: nem todo MP3 é igual. Duas coisas envolvem isso. Primeiro, a taxa de conversão (bit rate): quanto maior, melhor. Porém, quanto maior, menor a compressão (e maior o tamanho do arquivo). Um MP3 de 128 kbps é bastante inferior à mesma música convertida à uma taxa de 320 kbps (deixando-se fixa as outras variáveis).

Uma segunda coisa que envolve a conversão é o conversor em sí. Quando fazermos a transformação, utilizamos programas no computador. Cada programa usa um conversor engine específico, que é o conversor em sí. E, como com qualquer coisa, existem melhores e piores. Tudo depende de quão bem feito ele é feito.

Bem, suponhamos que a conversão seja feita com um ótimo conversor, e a um bit rate alto (como 320 kbps). Ainda assim, há perda de qualidade. Porque?

Para o arquivo de áudio ficar menor, há um corte de freqüências graves e agudas, freqüências que, supostamente o ser humano não percebe (ou percebe de forma quase nula). Esse intervalo de corte varia de conversor pra conversor, mas sempre existe, mais ou menos drasticamente. E mesmo sendo imperceptíveis quando ouvidas isoladamente, essas freqüências afetam outras que percebemos muito bem, e por isso há uma mudança na qualidade sonora.

É por isso que tudo fica sem profundidade e sem grandes nuâncias quando convertemos para MP3. O corte ocorrido afeta a profundidade da música, e percebemos isso, especialmente quando ouvimos com headphones.

Outra coisa que ocorre é um boost de freqüências médias-agudas, que são as mais percebidas por nós, naturalmente. E isso faz com que toda música em MP3 soe um pouco metálica e com um chiado característico, normalmente entre 4kHz e 8Khz. Isso é irritante e faz com que nossos ouvidos se cansem muito mais rapidamente. Por isso conseguimos ouvir um vinil por horas, um CD por menos tempo, e MP3 por minutos até sentirmos nosso ouvido e cabeça fatigados.

O ser humano se adapta às coisas, e por isso cada vez mais as pessoas se acostumam com o MP3 e começam achar que o CD ou o vinil soam de forma ruim ou estranha. E isso vai acabando com a produção bem feita, dado que as novas gerações vão se acostumando com a qualidade ruim e tendo aquilo como referência.

Por isso, por mais MP3 que eu tenha, sempre prefiro ouvir tudo em CD ou vinil. E se vou baixar algo, sempre procuro em AAC (considerado melhor que o MP3, como mostrei aqui), ou em um MP3 de pelo menos 256 kbps.

Bem, espero que tenha ajudado. Se tiverem perguntas que eu possa ajudar a resolver, escrevam!

Abraços!

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