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Blues on the Outside – Nuno Mindelis w/ Double Trouble

13/02/2007
Pra quem não conhece Nuno Mindelis, aqui vai uma pequena introdução: é considerado um dos melhores guitarristas de blues do país, apesar de nascido em Angola (mudou-se para cá bastante jovem). Ganhou fama internacional por sua velocidade ao tocar e seu estilo de guitarra (toca sempre com os dedos, por sinal, sem palheta). Hoje, já faz shows em diversos lugares no mundo, incluindo os EUA (berço do blues e onde, em 1998, recebeu da revista Guitar Player o título de melhor guiatrrista de blues do mundo) e Europa.
Neste álbum de 1999 (que considero o melhor de sua carreira) ele toca com uma banda ótima: o Double Trouble (banda que acompanhou Stevie Ray Vaughan durante toda usa carreira). E deu no que deu: formaram um ótimo grupo, e tudo combinou de forma muito harmônica. Segundo Chris Layton , baterista, “It was unreal to work with Nuno Mindelis”.

Logo na primeira música, The Grass is Greener (aliás, todas são cantadas em inglês – ponto a menos pra Mindelis), percebe-se o estilo de Nuno. Guitarra simples (aparentemente, tentar fazer igual é um desafio), sem efeitos só mesmo a saturação so amplificador valvulado e o bom e velho som de uma Fender Stratocaster. No solo…, bem, ouça. Aliás, todos os solos do CD são espetaculares: improvisações lindas, e normalmente de cair o queixo. E é aí que o verdadeiro Mindelis se revela: rapidez, sem ser desnecessário.

A quarta música, Walk Away Baby, tem um bom início: o riff inicial de guitarra, bastante tranqüilo e com pouco efeito é bastante bonito. Até que a música ganha velocidade e swing, e a guitarra entra com um pedal wah-wah (quem não sabe o que é, logo perceberá o som de “wha wha wha wha” que a guitarra começa a fazer) e fica um tanto quanto diferente de seu início, mas sem perder qualidade.

Já digo: não espere grandes inovações ou experimentações durante o disco, é somente o puro bom e simples blues. Há claro algumas modernidades, mas é blues, ponto.

É necesário citar duas músicas que são impressionantes, mesmo pra quem não é guitarrista: More Hugs, nona do álbum; e Blues on the Outside, décima terceira. More Hugs impressiona pela velocidade em que tudo é feito. É muito rápido. É muito agitado. Dá vontade de sair correndo. Porém é uma música um pouco cansativa pra quem não aprecia o estilo.

Já Blues on the Outside é rápida também (não tanto quanto a anterior), mas é também agradável, talvez por ser menos dissonante e em uma escala maior blues (papo de músico). O solo de gaita no meio é algo lindo: muito bem tocado e com uma emoção que falta em algumas músicas do CD. Nuno, nesta música, reserva uma surpresa para os brasileiros ouvintes, mas vou deixar pra quem ouvir descobrir. É bem legal ver como ele consegue encaixar perfeitamente uma música na outra.

Bem, cada solo do CD tem sua história e todos deveriam ser ouvidos pois impressionam com a técnica e a capacidade de fazer algo harmônico de improviso, além de serem bonitos em sua maioria.

É um álbum pra quem gosta de blues ou de guitarra bem tocada. Para os outros, vale a pena arriscar, mas pode ser um pouco cansativo pra quem não é amante do ritmo americano, o blues.

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