Skip to content

Exile on Main Street – The Rolling Stones

28/01/2007
Reza a lenda que este álbum, lançado em 1972, foi totalmente gravado no porão da então nova casa de Keith Richards, em Villefranche-sur-Mer, uma vila da Riviera francesa, perto de Nice. A verdade é que parte dele foi gravado durante as gravações de outros dois álbuns da banda (Let It Bleed e Sticky Fingers), parte na casa de Richards na Riviera, e outra parte em Los Angeles, posteriormente.

Após álbuns onde brincaram com a psicodelia (Their Satanic Majesties Request e Beggars Banquet) e o rock’n’roll crú (Let It Bleed e Sticky Fingers), os Stones queriam voltar um pouco às origens. Por isso fizeram este álbum: um retorno ao blues, sem esquecer o rock’n’roll. Percebe-se isso claramente em canções como Shake your Hips, um blues blues simples, reto e claro, sem enrolações ou diferenciações: guitarras, baixo, sax e gaita ao fundo, bateria 4 por 4 sem pestanejar. Direto. Assim também se faz em Cassino Boogie, Sweet Virginia, Ventilator Blues e Stop Breaking Down (regravação de Robert Johnson), só para citar algumas. E esse é o clima que permanece no disco.

Há sim exceções. As duas músicas mais conhecidas de Exile são exemplos disso. Tumbling Dice (que poderia ter se chamado Goodtime Women Blues) é um blues, porém mais trabalhado. Começa com um riff de guitarra que se tornou um dos maiores de todos os tempos do rock’n’roll: simples, porém genial. A batida da música é dançante, apesar de reta. Os backing vocals à lá Igreja Evangélica americana são muito bons, assim como os desafinados gritos de Richards e companhia.

A outra conhecida música do CD é Happy, músca cantada por Richards de forma ótima, desafinada, e, no mínimo, original. Ele mostra que pra cantar rock’n’roll de forma competente não é necessario ser afinado, e conhecer técnicas vocais. É preciso ter vontade e tesão no que se está fazendo. A música em si é animada, com a guitarra de Richards ditando o ritmo e a bateria (que não foi tocada por Charlie Watts, e sim por Jimmy Miller) sempre lá, reta, e sem parar um segundo. Rock’n’roll de qualidade (devia servir de aula a algumas bandas novas).

Bem, poderia continuar a falar desse álbum por horas. Além de ser um grande fã de Rolling Stones (quem me conhece sabe) é um disco que cada música tem algo especial a ser comentado. Foi gravado com muita heroína, marijuana, e tesão. É pra quem ainda acha que Stones é Satisfaction e Start Me Up. Ouça e conheça o lado mais blues e rock dos caras. Recomendadíssimo!

Anúncios
2 Comentários leave one →
  1. Nicneven permalink
    31/01/2007 09:50

    Eu sempre achei que se curte muito mais um disco sabendo das histórias dos bastidores envolvendo sua gravação. Quando descobri que o solo de guitarra de Aqualung foi gravado todo de uma porrada só, e os Stones estavam no mesmo estúdio na ocasião e o Richards desceu até a sala pra elogiar, ele ganhou todo um sabor novo pra mim. Música também é folclore!

  2. Anonymous permalink
    05/02/2007 13:04

    Não dá pra esquecer também de let it loose… uma baladinha romântica das mais psicodélicas q já existiram no rock’n roll.
    Rafael.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: