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Fire and Water – Free

03/12/2006

Fiquei aqui pensando sobre o que escrever no segundo post do blog. Não queria escrever sobre jazz, já que o primeiro foi sobre o Secrets, do Hancock; não queria que as pessoas que visitam aqui pensem que é um blog musical voltado somente ao jazz. Resolví então ir pro lado quase oposto… quase.

Comecemos primeiro falando um pouquinho da banda e o cenário musical da época. Free é uma banda inglesa, da década de 60/70 que toca o que, na época, era auge: rock blues. Com grandes representantes ingleses nesse estilo (Eric Clapton, The Rolling Stones, Led Zeppelin…), era um estilo que crescia e ganhava muita força. Tinha diferentes vertentes, é verdade, do blues mais crú, calmo e puxado pro “traditional”; ao mais pesado, com guitarras e riffs mais marcantes, puxando pro rock. E é neste último que a banda Free se encaixa.

Com formação clássica de vocal-guitarra-baixo-batera, é uma banda que explora muito o timbre de guitarra mais saturado, com riffs simples, e um vocal mais “rasgado”, digamos. Quem ouve reconhece um pouco de Zeppelin, um pouco de AC/DC, Bad Company talvez (aliás, é uma banda que advém da Free, dado que o vocal Paul e o batera Simon se juntaram à ela).

O CD, de 1970, é o terceiro da banda. Curto, tem somente 7 músicas, mas marca muito o estilo que o Free tinha. Logo de cara, começa com uma música que é ótima (e dá o nome ao disco): Fire and Water. O riff de guitarra é bastante direto e mostra como os caras se comportam em estúdio: o básico, curto e grosso, mas bom. Sem solos intermináveis e mirabolantes, sem coisas de cair o queixo. A música termina de uma foma um pouco inesperada, com o vocal e um solo de bateria. Acho que o único problema é que parece que vai “decololar”, que vai, no meio, “abrir” o som e ficar mais forte; mas isso não acontece. Fica-se com um gosto de “acabou?”. Mas é uma ótima música.

Essa sensação, ao que percebi, acompanha o disco. Parece que ele começa calmo (forte mas calmo) e que vai chegar uma hora em que explode; mas não acontece. Não é um disco ruim, ou sem energia, longe disso. Mas não espere música rápidas, ou pancadas como Zeppelin. Acho que talvez esse seja o grande ponto fraco do disco (ou talvez somente o estilo da banda). Remember, terceira música do disco, podia ser mais empolgante… tem um potencial imenso, mas parece que ficou um pouco “presa”.

Porém, ao final, parece que um pouco desta energia presa se solta, a calmaria sai um pouco de cena, e temos o grande hit: All Right Now. É, sem dúvida alguma, a música mais conhecida da banda, e que muitos já ouviram mas não faziam a menor idéia de quem a compôs. Tem um riff simples, mas bastante rasgado (talvez seja a “fórmula” de sucesso da música… como a exemplo de Smoke on the Water, do Deep Purple). A bateria é marcada. Quem ouve, lembra de AC/DC logo de cara. É um hit sim, mas é ótima. E o disco merecia um fechamento destes.

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